Em Zanzibar, Stone Town é a base de quem quer cultura e história, Nungwi e Kendwa as do norte, com praia sem grandes marés, Paje e Jambiani as do leste, com vento para o kitesurf, e Matemwe a de quem procura sossego e mergulho. As melhores épocas são de junho a outubro e de dezembro a fevereiro.
| País / Região | Tanzânia, arquipélago semiautónomo de Zanzibar, no oceano Índico, com as ilhas de Unguja e Pemba |
|---|---|
| Melhor época | Junho a outubro e dezembro a fevereiro; as grandes chuvas vão de março a maio e as pequenas em novembro |
| Voo desde Lisboa / Porto | Sem voo direto; escala em Istambul, no Golfo, em Adis Abeba ou noutro hub, ca. 11 a 16 h no total consoante a ligação (indicativo, outubro de 2026) |
| Moeda | Xelim tanzaniano (TZS); o dólar americano é muito usado em hotéis e passeios |
| Língua | Suaíli e inglês; o inglês é corrente no turismo |
| Fuso horário | Mais duas horas do que em Portugal continental no verão e mais três no inverno |
Onde ficar em Zanzibar?
Para um primeiro contacto, fique em Stone Town uma ou duas noites e passe depois para uma praia: o norte (Nungwi e Kendwa) se quer mar utilizável a qualquer hora, o leste (Paje e Jambiani) se prefere ambiente descontraído e vento. A ilha principal, Unguja, mede cerca de 85 km de comprimento, e as distâncias de estrada são maiores do que parecem, porque as vias têm trânsito lento. Dormir muito longe do aeroporto pode somar uma a duas horas de transfer.
| Zona | Para quem | Ambiente |
|---|---|---|
| Stone Town | Cultura, arquitetura, mercados, primeira ou última noite | Cidade antiga de ruelas e portas esculpidas, animada ao fim da tarde; sem praia utilizável |
| Nungwi e Kendwa | Casais, grupos, quem quer banhos a qualquer hora da maré | Norte com praias de areia branca, pôr do sol e vida noturna, a mais procurada |
| Paje e Jambiani | Kitesurf, jovens, viajantes independentes | Leste com vento regular, recifes e marés fortes que deixam a água longe da areia |
| Matemwe | Quem quer sossego e mergulho em Mnemba | Costa nordeste calma, poucas lojas, ponto de partida para o atol de Mnemba |
| Sul e Michamvi | Quem foge ao circuito principal | Aldeias de pesca, praias vazias e pouca oferta de serviços |
As marés do leste são o principal fator a ter em conta. Em Paje e Jambiani o mar recua centenas de metros na vazante e o banho só é possível durante algumas horas do dia, o que agrada a quem pratica kitesurf e desagrada a quem espera nadar sempre. No norte as marés notam-se menos, e por isso Nungwi e Kendwa são a escolha habitual de quem quer mar para banhos.
Para comparar com outras ilhas de clima tropical, veja os hotéis na Maurícia, os hotéis nas Maldivas e os hotéis em Bali. A página de hotéis no estrangeiro reúne as restantes viagens de longo curso.

O que visitar em Zanzibar?
Stone Town foi inscrita pela UNESCO como Património Mundial em 2000, pela mistura de influências africanas, árabes, indianas e europeias na arquitetura e no traçado urbano. Vale a pena passear a pé pelas ruelas, ver as portas de madeira esculpidas, o mercado de Darajani e o antigo mercado de escravos, hoje memorial, onde a visita guiada ajuda a perceber o passado. Ao fim da tarde, o jardim Forodhani enche-se de bancas de comida junto ao mar.
As visitas às plantações de especiarias são o programa clássico do interior: mostram cravinho, noz-moscada, canela, baunilha e pimenta, e costumam terminar com uma degustação. Os preços variam, e convém combinar tudo com o operador antes. A Prison Island (Changuu), ao largo de Stone Town, tem uma colónia de tartarugas gigantes e um antigo edifício prisional, e faz-se de barco em meia hora. A floresta de Jozani é a casa do macaco-colobo-vermelho, uma espécie endémica do arquipélago.
O mar é o outro grande motivo. O atol de Mnemba, junto à costa nordeste, é uma área marinha protegida com bom mergulho e snorkeling, e o acesso faz-se de barco por operadores locais; a área tem regras de proteção, e os visitantes devem respeitá-las e não tocar nos corais. Os passeios de dhow, o barco tradicional de vela triangular, ao pôr do sol são frequentes em Nungwi e Kendwa. Na costa leste, há aulas de kitesurf, e na ilha de Pemba, mais a norte, o mergulho é mais selvagem e menos turístico.
Quando ir a Zanzibar?
Zanzibar tem duas épocas de chuva, as grandes chuvas, de março a maio, e as pequenas, em novembro. Em ambas há aguaceiros fortes, algum alojamento fecha e os preços descem. As épocas secas, de junho a outubro e de dezembro a fevereiro, são as mais procuradas.
| Mês | Clima | Ambiente | Preços / procura |
|---|---|---|---|
| Dezembro a fevereiro | Quente e húmido, mar calmo | Época alta de fim de ano, muito sol | Procura muito alta no Natal e Ano Novo |
| Março a maio | Chuvas fortes, muita humidade | Pouco turismo, alguma oferta fechada | Preços mais baixos |
| Junho a outubro | Seco, mais fresco, vento no leste | Melhor época para praia e kitesurf | Procura alta, sobretudo julho e agosto |
| Novembro | Pequenas chuvas | Aguaceiros curtos, ainda boa temperatura | Procura média a baixa |
Para os portugueses, julho e agosto coincidem com as férias de verão, e os voos com escala sobem de preço. Em setembro e outubro há bom tempo e menos gente.
Como chegar a Zanzibar?
Não há voo direto desde Portugal. As combinações mais comuns passam por Istambul, por Doha, Dubai ou Abu Dhabi, por Adis Abeba ou por Nairobi, e a duração total vai de cerca de 11 a 16 horas, conforme a espera nas escalas; confirme os valores à data da reserva. O aeroporto internacional de Zanzibar fica a cerca de 6 km de Stone Town, e os transfers para as praias do norte e do leste levam uma a duas horas.
O Portal das Comunidades, consultado em outubro de 2026 (página atualizada em 27 de maio de 2026), informa que os portugueses precisam de visto para a Tanzânia, que pode ser pedido em linha ou obtido à chegada, e que o visto turístico de entrada única custa 50 USD no aeroporto. O passaporte deve ter pelo menos seis meses de validade. Para Zanzibar, a mesma página refere um seguro de viagem obrigatório emitido por uma seguradora de Zanzibar. Leve dólares americanos em notas, pois cartões e outras moedas nem sempre são aceites.
A vacina contra a febre-amarela é obrigatória para quem provém de um país com risco de transmissão, e o certificado é por vezes pedido. A ligação entre Dar es Salaam e Zanzibar faz-se de ferry (cerca de duas horas) ou de avião, e dentro da ilha há táxis, dala-dala (autocarros partilhados) e transfers organizados por hotéis.
Quanto custa Zanzibar?
Zanzibar tem alojamento para todos os orçamentos, desde pousadas simples a resorts de luxo, e os preços sobem muito na época alta e nas semanas de Natal. Não há neste guia um preço médio de hotel validado por fonte oficial, por isso compare datas e zonas em vez de se guiar por valores genéricos. Os passeios de especiarias, Prison Island, Jozani e mergulho costumam ser cobrados à parte, muitas vezes em dólares.
Planeie ainda os custos com o visto, o seguro obrigatório e as taxas de aeroporto: o Portal das Comunidades refere taxas de cerca de 30 USD à saída e de 5 USD entre Zanzibar e o continente. Os táxis não têm taxímetro, pelo que se deve combinar o preço antes de partir. Em restaurantes locais come-se bem e barato, e o peixe fresco é o prato mais frequente.
Que dicas úteis há para Zanzibar?
Zanzibar é maioritariamente muçulmana, e o vestuário deve ser discreto fora das áreas de resort e em Stone Town, com ombros e joelhos cobertos. O topless é proibido nas praias, segundo o Portal das Comunidades. O consumo de álcool em público deve ser evitado, e os hotéis e restaurantes servem-no no seu interior. A posse ou consumo de drogas é punida com penas severas, e as práticas homossexuais estão criminalizadas. Peça sempre autorização antes de fotografar pessoas e não fotografe edifícios sensíveis.
Na saúde, consulte o médico de viagem com antecedência. A profilaxia da malária é recomendável, e convém usar repelente e roupa comprida ao entardecer. Evite água não engarrafada e alimentos crus. O Portal das Comunidades recomenda um seguro de saúde completo, com repatriamento, e o registo na aplicação Registo Viajante. A página refere também riscos de criminalidade nas zonas urbanas e balneares, por isso evite passear sozinho em praias desertas e deslocações noturnas por estrada.
No mar, use calçado nas águas rasas do leste, onde há ouriços-do-mar, e respeite as marés e as correntes. Nas áreas de snorkeling não toque nos corais nem alimente os animais. Com tempo, vale a pena juntar a ilha a um safári no continente, mas esse é um programa à parte. Os hotéis na Cidade do Cabo e os hotéis em Abu Dhabi servem de comparação para quem pondera escalas longas.
Perguntas frequentes sobre Zanzibar
Preciso de visto para Zanzibar?
Sim. Segundo o Portal das Comunidades, consultado em outubro de 2026, os portugueses precisam de visto para a Tanzânia, que pode ser pedido em linha ou obtido à chegada, por 50 USD para entrada única. O passaporte deve ter seis meses de validade.
Em que zona de Zanzibar há mais praia para nadar?
O norte, em Nungwi e Kendwa, onde as marés se notam menos. No leste, em Paje e Jambiani, o mar recua muito na vazante, o que atrai o kitesurf mas limita o banho a certas horas.
É obrigatório o seguro de viagem?
Para Zanzibar, o Portal das Comunidades refere um seguro obrigatório emitido por uma seguradora local. Recomenda também um seguro de saúde completo com repatriamento. Confirme as regras vigentes antes de partir.
Zanzibar tem malária?
Sim, a profilaxia é recomendável. Consulte o médico de viagem, use repelente e roupa comprida ao entardecer e durma com mosquiteiro se o alojamento o tiver.
Quantos dias são necessários?
Uma semana permite uma ou duas noites em Stone Town e o resto numa praia. Com as escalas longas desde Portugal, estadias de menos de cinco noites raramente compensam.
Fontes: Portal das Comunidades e Ministério dos Negócios Estrangeiros, Conselhos aos viajantes: Tanzânia (consultado em outubro de 2026); UNESCO (Stone Town de Zanzibar); Comissão de Turismo de Zanzibar; aeroportos e companhias aéreas com ligações a Zanzibar; Wikipedia: Zanzibar. Estado: outubro de 2026.